Sensibilidade é um estado de espírito. É uma delicadeza, uma sentença, uma sensação, e a consciência. Ser sensível é ser consciente das escolhas que podemos fazer, e escolher sabendo exatamente porque estamos escolhendo essa, e porque não estamos esolhendo a outra. São razões diferentes.
Mas a sensibilidade pode trazer também não só uma alegria consciente, pode ter como conseqüência uma descrença no que se acreditava, e então o que era sensível passa a ser frágil.
E o limiar entre a sensibilidade e a fragilidade é tão tênue, que dificilmente se reconhece uma independente da outra.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
Entender
Eu já nem sei mais o que significa entender. O completo se faz completo a partir da noção do incompleto.
Aceitar é que é a chave. No grande processo que estou inserida, de existir e tudo que isso implica, tenho que aceitar o provisório porque o processo é infinito. E ele se dá na medida que acontece, exata e imprevisivelmente.
Sabendo que não sei me acalmo. Não sabendo o que não sei, me sobressalto.
Mas então entendo o completo pelo incompleto, e entendo que sei o que sei, e não sei o que não sei. E fico calma.
Aceitar é que é a chave. No grande processo que estou inserida, de existir e tudo que isso implica, tenho que aceitar o provisório porque o processo é infinito. E ele se dá na medida que acontece, exata e imprevisivelmente.
Sabendo que não sei me acalmo. Não sabendo o que não sei, me sobressalto.
Mas então entendo o completo pelo incompleto, e entendo que sei o que sei, e não sei o que não sei. E fico calma.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Luva maior que mão
É tão díficil saber o nosso tamanho. Tanto ainda o tamanho das nossas necessidades. O que me conforta é que tampouco sei quais necessidades preciso.
Mas quando a força vem de fora, um raio-x, ou um doutor, ou mesmo de uma mãe, a palavra toma tal dimensão em que a culpa não cabe em mim, e não consigo deixar de seguir instruções.
E é tão bom se sentir querida e cuidada. Só complica quando perde-se na medida.
Estou com gesso no pé, privada de andar, e também privada da dor. Me sinto com um cuidado extremo, um cristal frágil, mas puro. Mas a pureza e fragilidade nesse caso não se completam, e ficam incompatíveis.
Mas quando a força vem de fora, um raio-x, ou um doutor, ou mesmo de uma mãe, a palavra toma tal dimensão em que a culpa não cabe em mim, e não consigo deixar de seguir instruções.
E é tão bom se sentir querida e cuidada. Só complica quando perde-se na medida.
Estou com gesso no pé, privada de andar, e também privada da dor. Me sinto com um cuidado extremo, um cristal frágil, mas puro. Mas a pureza e fragilidade nesse caso não se completam, e ficam incompatíveis.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
"Conversa" com a diretora do departamento
Hoje me senti muito triste. Realizei que estava encarando a realidade pura, a que eu tanto sou protegida. Por isso era tão fácil negar.
E então o choro, lágrima soluço, tudo fica infantil. E sobra o ódio - instinto, que passa a ser tão racional.
E então o choro, lágrima soluço, tudo fica infantil. E sobra o ódio - instinto, que passa a ser tão racional.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Identidade de Hegel
Não li Hegel ainda de verdade, já olhei, e já ouvi. Entendi o que ouvi, o que vi ainda é paisagem.
Mas como pode a identidade se dar na diferença? Sabendo o que não se é, não se é tudo que não é. A diferença envolve negação também do semelhante?
Então tenho que saber o que sou, e o que o outro é, e em terceiro lugar mais não terceiramente importante, tenho que perceber quais as diferenças entre o outro e eu, pra só então eu saber o que sou.
Não concordo. Se já sei o que sou, também sei o que não sou, o que é, por lógica, menor do que tudo que eu poderia ser.
Mas também não concordo que seja isso que Hegel quis dizer.
De qualquer maneira não concordo com o que penso que Hegel disse, isso sim.
Mas como pode a identidade se dar na diferença? Sabendo o que não se é, não se é tudo que não é. A diferença envolve negação também do semelhante?
Então tenho que saber o que sou, e o que o outro é, e em terceiro lugar mais não terceiramente importante, tenho que perceber quais as diferenças entre o outro e eu, pra só então eu saber o que sou.
Não concordo. Se já sei o que sou, também sei o que não sou, o que é, por lógica, menor do que tudo que eu poderia ser.
Mas também não concordo que seja isso que Hegel quis dizer.
De qualquer maneira não concordo com o que penso que Hegel disse, isso sim.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Decisão
Basear uma escolha não sabendo o que se quer, sabendo-se apenas o que não se quer, pode ser um erro incomensurável. A decisão fica baseada, então, no que não se sabe, no que é incerto.
E a decisão pode-se virar contra nós mesmos. E não podemos nos defender com o que não sabíamos, pois sabíamos a incerteza.
E a decisão pode-se virar contra nós mesmos. E não podemos nos defender com o que não sabíamos, pois sabíamos a incerteza.
Assinar:
Postagens (Atom)